Pesquisa aponta que mesmo com desafios, agronegócio está mais confiante em 2023

da doce 888: Mesmo com o atual cenário de incertezas e preocupações (instabilidade econômica, alta taxa de juros e elevado custo de produção) o agronegócio ainda demonstra otimismo com o futuro. De acordo com a pesquisa “Agenda 2023”, divulgada pela Deloitte nesta semana em Cuiabá (MT), a maior parte das empresas ligadas ao agronegócio no Centro-Oeste do Brasil e Interior de São Paulo buscam por eficiência e produtividade.

da casino online: O estudo é realizado anualmente pela empresa e teve o recorte para o agro, e é destaque no Estúdio Rural deste sábado.

“Essa pesquisa conta com mais de 500 empresas em diversos setores que juntas somam cerca de 20% do PIB do Brasil. Nela trazemos um recorte inédito e específico para o agronegócio que tem uma participação muito grande com relação às empresas do Centro-Oeste, incluindo o estado do Mato Grosso, bastante importante no agro”, explica o sócio-líder da Deloitte , Paulo de Tarso.

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Principais motivos de risco no setor

Com relação ao cenário de preocupações, a pesquisa identificou os principais motivos e riscos enxergados para este ano. A inflação acima de 5% foi uma das principais, já que impacta diretamente o custo das organizações, das empresas e do produtor rural. “A inflação afeta a remuneração, seja a inflação que afeta o insumo, que afeta o custo de transporte e tudo mais”, afirma Paulo.

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No mesmo sentido, a taxa de juros acima de dois dígitos também está entre os motivos de apreensão do setor uma vez que acaba desencadeando um custo mais elevado para crédito, capital e negociações.

“São dois custos. O primeiro é a inflação, que traz esse acúmulo de custos bastante importantes, relacionados à produção como um todo. E o segundo custo é quando a inflação está um pouco mais alta por fatores econômicos e a taxa de juros tende a subir para tentar conter a inflação para reduzir um pouco o consumo. E, assim, reduzir a inflação”, explica.

Impacto do cenário macroeconômico mundial

A pesquisa também apontou a preocupação dos empresários do setor com a geopolítica e o cenário macroeconômico mundial.

“A inflação global aparece como o terceiro principal item de risco para o negócio em 2023. Existem questões geopolíticas importantes acontecendo. A própria guerra da Ucrânia e Rússia, que até o ano passado impactou muito o preço de alguns insumos agrícolas, fertilizantes, entre outros”, explica.

Mão de obra e qualificação no campo

Quanto à manutenção e contratação de mão de obra qualificada para o campo, a pesquisa da Deloitte traz alguns pontos de alerta para o produtor e para quem busca qualificação na área.

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“Realmente a preocupação em ter uma mão de obra qualificada, ela passa por praticamente todos os setores e, obviamente, com impacto também bastante significativo no agronegócio. Por fatores que possam ser conectados, por exemplo, com gerações e sucessão familiar. A remuneração talvez possa ser algo a vir impactar o interesse ou não das pessoas em se qualificarem mais e também buscarem se aplicar mais no setor”, afirma.

Modernização e inovação no agro

A modernização do setor e o arquivamento de informações são dados relevantes na pesquisa. Mover para a “Nuvem” ou “Cloud” planilha, relatórios, e-mails, memorandos e afins são formas mais eficazes de manter documentos importantes. Na pesquisa realizada, 68% das empresas já fazem parte dessa inovação.

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“É o estágio de migração do arquivamento de dados para a nuvem. Sair dos servidores locais e levar isso para a plataforma, onde você possa ter acesso a qualquer tempo que é o que realmente tem sido a tendência. Nós temos aqui como resposta no agronegócio que 6% não migraram. 11% das empresas pretendem migrar a sua base de dados para a própria nuvem. E tem 31% das empresas parcialmente migrados”, explica.

De acordo com Paulo, o empresariado está com um otimismo maior do que no ano anterior. Se preparar para enfrentar os desafios é a melhor recomendação. “No ciclo sempre vai acontecer altos e baixos. Isso faz parte da nossa vida. E então, se preparar na parte alta, para enfrentar a maré baixa”, afirma.

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