Essays on Empathy

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Uma colectânea do que poderia ser, com 10 experiências que dão que pensar.

Um jogo que são jogos, Essays on Empathy é uma colectânea de 10 experiências criadas em game jams com o intuito de experimentar e criar novas maneiras de apresentar uma história. Cada um dos jogos é um conceito filosófico em si mesmo, que vão desde as plataformas aos simuladores de vida. Todos eles têm uma história para contar, algumas com advertências sobre os temas serem pesados (de violência doméstica à saúde mental).

Cada um deles apresenta-se não só com o conceito e o porquê do mesmo, mas também com uma galeria de arte e um vídeo dos criadores. Ao entrarmos em cada um dos jogos, que nenhum tem menu ou botão de saída, têm que ser usados os atalhos do windows, somos apresentados com o objectivo e as instruções de como jogar. Têm em comum todos terem as suas mecânicas e particularidades que servem não apenas o gameplay mas fazem parte da narrativa.

Vários dos jogos têm também finais alternativos e uma série de opções que adicionam e fazem que os jogar novamente possa ser uma experiência radicalmente diferente. Mais ainda, alguns dos jogos mudam por completo conforme como os encaramos face às opções, um testemunho à ingenuidade e criatividade da equipa por trás destas fascinantes inovações.

Muitos deles contêm referências ao Red Strings Club, um jogo em pleno criado pela mesma equipa também ela muito orientada à volta de conceitos e uma aproximação narrativa diferente. Há jogos anteriores e posteriores ao Red Strings, e nota-se que os resultados e aprendizagem desta equipa tiveram impacto, sendo esta uma galeria que nos leva a observar o crescimento desta equipa.

O estilo, no entanto, é sempre o mesmo e que os define, um pixel art trabalhado e cheio de pormenores que se enquadra perfeitamente e permite a liberdade e foco na narrativa que torna todos estes jogos diferentes ainda que visualmente iguais. A banda sonora, por outro lado, é diferente para cada um deles e o estilo da mesma acrescenta aos conceitos diferentes de cada um dos jogos. Não existe uma componente de dificuldade (dada a ausência de menus) no entanto alguns dos jogos apresentam algum desafio mecânico.

Uma ode ao estilo da equipa Deconstruct que parece não parar de evoluir. Um portfólio de um developer que promete e que demonstra aqui, que a inovação e a narrativa ainda podem evoluir para além daquilo que conhecemos.

Nota: Análise efetuada com base em código final do jogo, gentilmente cedido pela Cosmocover.